domingo, 24 de novembro de 2013

Diário de uma Horta - Horta de Apartamento: Semana VIII

Olá pessoal!!
 
Hoje nossa horta completou 2 meses do plantio.
 
Aspecto da horta na oitava semana de plantio

Nesses dois meses vivenciamos alguns obstáculos para o plantio de hortas em apartamento a partir de sementes, como, por exemplo, o manjericão que se adaptou melhor ao plantio em um vaso isolado do que ao plantio em jardineira. Ainda, pudemos observar que por mais que a jardineira tenha sido colocada em um cômodo bastante iluminado, o crescimento das plantas não foi tão pronunciado quanto na horta que foi plantada no quintal.

No início desta semana nos deparamos com um aparente outro obstáculo a ser enfrentado: 
 
Manchas brancas na terra

Percebemos essas manchas brancas apenas na jardineira, e retiramos a terra afetada. Como é possível ver, não houve ataque às plantas, as quais continuaram a crescer normalmente no decorrer da semana. Ainda, as manchas brancas não retornaram após a retirada de terra acima mencionada. Ficamos, no entanto, com uma pergunta na cabeça: teria nossa horta sido atacada por fungos ou essas manchas brancas seria o resultado de algum mineral acumulado na superfície? Como fazer essa análise? Estamos pesquisando sobre essa questão e traremos nossas respostas na próxima semana!
 
Quanto às nossas plantas, não tivemos novidades nessa semana: todas continuam crescendo de acordo com o esperado, conforme as fotos abaixo:
 
Cebolinha verde na oitava semana pós plantio
 
A salsa lisa poderá ser colhida já a partir dessa próxima semana!
 
À esquerda: aspecto geral da salsa lisa plantada em setembro e outubro; À direita: folhas em crescimento na salsa plantada em setembro
 
O manjericão  não deu quaisquer sinais de problemas como no primeiro plantio, e continua se desenvolvendo bem. Inclusive, já podemos perceber mais folhas em ambos os indivíduos plantados.
  
Manjericão após quase um mês do plantio
 
E você, verificou alguma ocorrência estranha na sua horta? Não sabe como resolver esse problema? Mande sua dúvida pra gente!
 
Por hoje é só, pessoal! Até a próxima semana!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Nutrição Mineral das plantas


Olá, pessoal!


Os conhecimentos sobre a nutrição das plantas vêm sendo largamente utilizados tanto domesticamente como largamente na agricultura. Aquela pessoa que melhor compreende o funcionamento da sua planta cultivada, bem como compreende os nutrientes necessários para ela sobreviver ou, melhor, produzir seus produtos com mais qualidade tem com certeza mais produtividade e riqueza na sua plantação. Por isso é muito interessante entender mais sobre como as plantas garantem os seus nutrientes minerais. Os conhecimentos sobre a nutrição vegetal permitiram o desenvolvimento de um método de cultivo denominado hidroponia, já bem discutido numa postagem anterior. 

O gás carbônico, a água e diversos sais minerais fornecem às plantas os elementos químicos necessários ao funcionamento do organismo como um todo. Alguns desses elementos químicos são necessários em quantidades relativamente grandes (os chamados macroelementos), enquanto que outros são necessários em menor quantidade (os denominados microelementos). Macroelementos como o carbono (C), oxigênio (O), hidrogênio (H), nitrogênio (N), enxofre (S) e fósforo (P) são requeridos em quantidades relativamente grandes por serem os principais componentes das moléculas orgânicas. Já elementos como o manganês (Mn), zinco (Zn) e cobre (Cu) atuam como elementos complementares ao funcionamento da planta, sendo também necessários, mas em quantidades relativamente pequenas. 

Se faltar à planta algum nutriente químico essencial, ela pode apresentar sintomas específicos de deficiência nutricional. Por exemplo, a falta de magnésio torna as folhas da planta amareladas pela diminuição na produção de clorofila, pigmento fotossintetizante responsável pela coloração verde da folha, que contém magnésio em sua constituição. 

Folíolos com descoloração nas nervuras das folhas causada pela deficiência de magnésio.

Existem métodos interessantes para a nutrição eficiente da planta. O mais comum deles é a adubação. Por meio da adição de adubos ou fertilizantes, consegue-se corrigir a deficiência de certos elementos químicos essenciais à planta. Os adubos mais tradicionalmente usados são de origem orgânica, como o esterco ou restos ou partes de animais ou de plantas. Ao serem decompostas pelos microrganismos do solo, as substâncias orgânicas do adubo liberam elementos essenciais ao crescimento vegetal. Também são utilizados adubos produzidos industrialmente que contêm, em geral, sais minerais de três macroelementos: nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). Esse tipo de adubação (conhecida como adubação NPK) permite calcular com precisão as quantidades de cada elemento fornecido à planta. Isso é importante, pois a concentração relativa de cada elemento influencia o crescimento e o desenvolvimento de diferentes formas.

As porcentagens dos diversos elementos químicos são indicadas no rótulo da embalagem por meio de siglas. No caso desta imagem, um fertilizante com a sigla "NPK" 20-20-00 contém 20% de nitrogênio, 20% de fósforo e não contém potássio. 


A eficiência da adubação está diretamente ligada ao grau de acidez (pH) do solo. O pH do solo incluencia a capacidade de a planta absorver determinados elementos químicos. Mesmo que o solo contenha todos os elementos essenciais, as plantas podem não conseguir absorver alguns deles se o pH for inadequado. 

Outro fator fundamental ao crescimento das plantas é a disponibilidade de água no solo. Muitas regiões desérticas, apesar de terem solo fértil quanto à composição mineral, têm pouca vegetação porque falta água. Diversas regiões áridas do Nordeste brasileiro têm produzido frutos de excelente qualidade graças aos processos de irrigação artificial. 

A utilização de fertilizantes em excesso na agricultura pode causar problemas ambientais como contaminação dos lagos, açudes, rios, etc. No ambiente doméstico, o uso de fertilizantes artificiais é recorrente, mas é menos comum que a utilização de fertilizantes orgânicos. Como o nosso blog foca no desenvolvimento doméstico, terminamos esta postagem com um vídeo que dá dicas de como fazer um adubo orgânico (humus) na sua casa para utilizar no seu jardim ou na sua horta, bem como dá dicas dos melhores materiais orgânicos utilizados na adubação doméstica.



É isso! Até mais! 

domingo, 17 de novembro de 2013

Diário de uma Horta - Horta de Apartamento: Semana VII

Olá pessoal!!

Nossa horta já está com quase 2 meses, e foram muitas as lições aprendidas nesse período!
 
Aspecto geral da horta na sétima semana após o plantio

A onda de calor que mencionamos no nosso último post sobre a horta de apartamento continuou, e nossas plantas parecem ter se desenvolvido muito mais nessas últimas duas semanas do que em semanas anteriores. Na verdade, essa nossa "impressão" tem pés bem fincados na realidade: quanto mais luz estiver disponível para o vegetal (até um certo limite), maior será a taxa de fotossíntese que ele poderá realizar. Realizando mais fotossíntese, o vegetal produz mais matéria orgânica, a qual poderá ser utilizada para o seu crescimento. Logo, uma semana mais ensolarada do que as anteriores permite que o vegetal se desenvolva melhor!
 
O manjericão realmente parece ter se adaptado melhor ao plantio em separado das outras espécies, tendo continuado a se desenvolver após a segunda semana (diferentemente do que aconteceu em nossa primeira tentativa de plantio).
 
Manjericão plantado em outubro: passamos da segunda semana!
 
Tanto a salsa lisa plantada em setembro quanto a plantada em outubro vêm se desenvolvendo bem. Inclusive, conforme já havíamos comentado aqui, o início do período para colheita da salsa já está se aproximando!
 
 
Aspecto geral da salsa lisa da nossa horta: à direita, os indivíduos plantados em setembro, e à esquerda, os indivíduos plantados em outubro. 

A cebolinha continua se desenvolvendo bem, como verificado nas semanas anteriores.
 
Aspecto geral da cebolinha da nossa horta: à direita, os indivíduos plantados em outubro, e à esquerda, os indivíduos plantados em setembro.

Por enquanto é isso pessoal, nos vemos semana que vem!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Diário de uma - Horta Residencial - Semana VI


Olá Pessoal!


Hoje, finalmente, chegamos a uma etapa muito importante do desenvolvimento da nossa horta. Esta é a nossa sexta semana desde o plantio. Resolvi não postar a semana IV e V devido às poucas modificaçoes nestas duas semanas.
Mas, como podemos ver nas fotos abaixo, nesta sexta semana a maioria dos cultivos se desenvolveram muito bem, com exceção da erva cidreira e hortelã que mal chegaram a germinar.


Almeirão após quase dois meses desde a germinação. Já está bom para a colheita já que nesta fase ele está bem macio para o preparo de uma salada. 




Tomateiro crescendo muito rápido. Ficou um pouco debilitado devido à mosca branca, como exemplifiquei no ultimo post. 

Quiabo, após quase dois meses. Está bem desenvolvido, mas ainda falta muito até os frutos.



Cebolinha à esquerda da foto. Salsa Lisa à direita da foto. Já está boa para a colheita. 


Este é o Funcho Doce que já está bem maior e mais característico quando comparado com as primeiras folhas da germinação. 

Vista geral do canteiro das hortas. Faltando apenas o almeirão na foto. 

Bom, é isso pessoal! Espero que tenham gostado das dicas que o blog preparou e que esta experiência passo a passo tenha ajudado à mostar que você pode ter a sua própria horta, indendente do espaço que possui, basta ir em frente e tentar.







quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Biodiversidade Vegetal: Evolução e Classificação das Plantas


Olá, gente!

Nessa postagem nos vamos introduzir o tema da biodiversidade dos vegetais, e nada mais coerente do que começar falando da evolução e das características dos diferentes grupos de plantas conhecidas atualmente! Então vamos lá...

Acredita-se, com base em várias características comuns, que as plantas tenham evoluído a partir de um grupo ancestral de algas verdes (aquáticas). Nessa passagem evolutiva, surgiram algumas características adaptativas que possibilitaram às plantas a vida no ambiente terrestre, relacionados, principalmente, com a absorção e aproveitamento de água e a sustentação (o que não será discutido nessa postagem).

Desse grupo ancestral de algas evoluíram todas as plantas de ambiente terrestre conhecidas hoje, que se diferenciaram em diversos grupos. O esquema a seguir resume alguns passos da evolução que serão discutidos aqui:

*Representados por simplificação; não são grupos monofiléticos.

Vamos agora comentar os diferentes grupos de plantas.

Briófitas

(Do grego bryon: 'musgo'; e phyton: 'planta')
São plantas que apresentam características de transição do ambiente aquático para o terrestre. Elas não possuem raízes e nem vasos condutores de água e nutrientes, de modo que a absorção da água se dá pela superfície do corpo da planta e a seu transporte é mais lento que nos demais grupos (o que limita o tamanho das briófitas; a maioria delas não ultrapassa 20 cm de altura). São plantas ainda muito dependentes de água em abundância (até para a reprodução), fator que contribui para que elas sejam mais comuns em locais úmidos. O grupo, como indicado no esquema, não é monofilético (ou seja, não é um grupo evolutivo "concreto", mas uma união meramente didática de grupos de organismos semelhantes), sendo o termo "briófita", na verdade, referente a três filos distintos de plantas. Exemplos: musgos e hepáticas.



Pteridófitas

(Do grego pteridon: 'feto'; e phyton, 'planta')
Esse é grupo de plantas mais antigo a apresentar células especializadas responsáveis pelo transporte de água e nutrientes por todo o organismo (os vasos condutores do xilema e do floema), o que foi fundamental para a evolução das plantas de maior porte. Essas plantas, porém, ainda dependem da água para a reprodução. As plantas coletivamente chamadas pteridófitas são atualmente classificadas em dois diferentes filos. Exemplos: Samambaias e avencas.



Gimnospermas

(Do grego gumnós: nu; e sperma: semente)
Na evolução das plantas, foram as primeiras a apresentar adaptações que permitiram a independência da água para a reprodução. Nesse grupo surgiram o grão de pólen (facilmente transportado pelo vento) e o óvulo, que, após a fecundação, dá origem à semente (que trouxe vantagens à expansão no ambiente terrestre), que neste caso não fica protegida no interior de um fruto - por isso o nome significando "semente nua". Na flora atual, há quatro filos de gimnospermas. Exemplo: Pinheiros.



Angiospermas

(Do grego aggêion: vaso; e sperma: semente)
As angiospermas derivam de um grupo de gimnospermas, logo, os eventos evolutivos descritos anteriormente também estão presentes nesse grupo. Nessa linhagem, entretanto, surgiram outras características, como os ovários, que formam os frutos e dão maior proteção às sementes e contribuem para sua dispersão. Outra evento marcante desse grupo foi o surgimento das flores, que garantiram um modo bastante eficiente de reprodução (já que a polinização pode ocorrer pelo vento, como nas gimnospermas, mas também por meio de animais, como insetos, pássaros, e morcegos). São exemplos as laranjeiras, os coqueiros, as roseiras e muitas outras plantas floríferas.



Bom, por hoje é só pessoal!

domingo, 10 de novembro de 2013

Diário de uma Horta - Horta de Apartamento: Semana VI

Oi pessoal!

1 mês e meio já se passou desde o plantio de nossa horta, e os indivíduos que germinaram a partir do plantio realizado há 2 semanas parecem estar indo muito bem. Tivemos uma onda de calor bastante intensa em São Paulo nesse fim de semana, e pudemos notar que as plantas cresceram mais nessa semana do que nas outras.

Aspecto da horta após 6 semanas do plantio

O manjericão parece estar se desenvolvendo muito melhor em um vaso separado do que pudemos ver enquanto ele estava plantado na jardineira, juntamente com a cebolinha e a salsa. Em nossa primeira tentativa de plantio de manjericão, nossos indivíduos morreram entre a segunda e terceira semanas. Acompanharemos de perto para ver se isso se repete dessa vez.

Manjericão plantado em outubro: aspecto após duas semanas do plantio

A cebolinha continua se desenvolvendo bem, tendo crescido bastante essa semana em especial no que se refere aos indivíduos plantados no final de outubro.

Cebolinhas verdes após 6 e 2 semanas do plantio

Visão aumentada: indivíduos de cebolinha plantados em setembro (à esquerda) e plantados em outubro (à direita)

A salsa lisa também se desenvolveu bastante nessa semana, sendo o desenvolvimento visível especialmente nos indivíduos plantados em outubro.

Indivíduos de salsa lisa plantados em setembro (à esquerda) e plantados em outubro (à direita)

Até mais, pessoal!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Pragas e Infestações: Mosca Branca


Olá pessoal!

Hoje irei trazer para vocês algumas informações sobre a Mosca Branca, uma das principais pragas que podem afetar desde uma horta residencial até uma grande plantação comercial.

Há uma semana fui checar o progresso da horta residencial que montei, e ao chegar perto e mexer nas plantas percebi que várias "mosquinhas" saiam voando. Na mesma hora percebi o que era: Mosca Branca.

Vou explicar resumidamente o que é a Mosca Branca e quais são as complicações que elas trazem paras as plantações. 

A Mosca Branca (Bemisia argentifolii) é um inseto da ordem Hemiptera. Costumam ser bem pequenos, em torno de 1 à 3 mm de comprimento. Pertencem a esse ordem dos insetos devido o seu tamanho diminuto e o fato de possuírem quatro asas. 

Bemisia argentifolii - Mosca Branca

São insetos sugadores que se alimentam da seiva da planta. Ficam hospedados em toda parte da planta, seja nas flores, nas folhas ou no caule. Porém, se hospedam principalmente na parte inferior das folhas de plantas leguminosas como mostrado na foto abaixo. Na parte inferior das folhas, a mosca branca coloca seu ovos para que estes fiquem protegidos.

Parte inferior de folha infestada por Mosca Branca


Um dos principais hospedeiros da mosca branca é o tomateiro, uma planta de alto interesse econômico. Por isso, esta praga traz muitos prejuízos econômicos na agricultura. O grande problema desta praga é sua alta resistência aos venenos existentes no mercado, além de ser um parasita que se propaga muito rápido por toda plantação. 

Outro grande desafio no combate à mosca branca é a rapidez com que ela mata as plantas hospedeiras. Além disso, os venenos utilizados para o combate à esta praga são muito fortes e, consequentemente, podem comprometer a saúde das plantas infectadas. Portanto, ocorre que muitas vezes, dependendo da sensibilidade da planta e do grau de debilidade gerado pelo parasita, a planta infectada pode não resistir ao uso de venenos fortes. 

A melhor opção de tratamento, nesse caso, é o uso de produtos químicos próprios para infestações como pulgões, cochonilha, mosca branca e etc. Um bom inseticida que usei em minhas plantas foi este da foto abaixo, vendido em qualquer casa de jardinagem e custa em torno de 22 reais. Deve ser aplicado tanto na superfície, quanto na parte inferior das folhas.

Enfim, este post teve a intenção de ajudar quem tem problema de pragas em sua horta, que é algo muito comum. A horta residencial que estamos acompanhando sofreu infestação por mosca branca há poucos dias. A infestação começou com o tomateiro e se alastrou para todo o resto da horta, porém, devido a detecção precoce do problema, pudemos contornar a situação e recuperar a horta. Usei uma única vez o veneno mencionado acima. 

Voltaremos em breve para mostrar como está a horta, ou melhor, qual foi o resultado final da nossa horta.

É isso pessoal! Até breve!




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

PANCs: Plantas Alimentícias Não-Convencionais


Elas estão em todo lugar que nós olhamos. Povoam terrenos baldios, fundos de quintais. São fortes, habitualmente já crescem incomodando as colegas do mundo vegetal bem como os olhares dos mais "limpinhos". Essas são as plantas daninhas
Mas por que afinal elas são chamadas de daninhas? Qual mau elas causam?
Respostas pré concebidas devem ter saltado neste momento, mas venho propor novas ideias neste post, caro leitor.
Em 2007, o botânico Valdely Kinupp, percebendo que os brasileiros não se consumiam toda a biodiversidade do país onde vivem, realizou um estudo na região metropolitana de Porto Alegre e estimou a riqueza florística desta em 1500 espécies nativas, sendo que 311 destas apresentavam potencial alimentício. De acordo com o autor, sabe-se que os países tropicais e subtropicais detêm a maior diversidade de espécies vegetais vasculares, mas tal fato é contraditório quando aponta-se que dentre as dez espécies frutíferas mais produzidas no Brasil nenhuma é nativa. O que acontece é que grande parte das plantas dessas espécies poderiam estar contribuindo "muito bem, obrigada" para a alimentação dos brasileiros, mas muitas vezes são ignoradas pela falta de conhecimento. Sim, essas são as PANCs!
De muitas delas você já deve ter ouvido a sua avó falar, por exemplo: Picão, Dente-de-leão, Serralha, Taioba. Vale lembrar que nem toda planta daninha pode ser considerada PANC porque é venenosa, por exemplo a Mamona e a Urtiga.
Este post vai chegando ao seu fim mas eu gostaria de saber: e as daninhas, continuam sendo "as malvadas" para você?
Fica aqui uma receita (que não fiz, mas estou aqui salivando) de uma sopa de dente-de-leão.

+ Para saber mais:


Divulgação de Viveiros da Cidade de São Paulo



E aí, pessoal, tudo bem?

Hoje venho aqui pra divulgar um passeio que mistura exatamente o que o blog se dispõe a mostrar: Cinza com verde!

Como todos nós do blog residimos em São Paulo, não há nada mais válido que apresentar dois viveiros da capital - ambos administrados pela DEPAVE 2 (Divisão Técnica de Produção e Arborização da Secretária Municipal do Verde e do Meio Ambiente):


- Viveiro Arthur Etzel, localizado no Parque do Carmo - Itaquera;

- Viveiro Manequinho Lopes, localizado junto ao Parque Ibirapuera.



   Parque do Carmo                                            Viveiro Manequinho Lopes



Nos viveiros você poderá tirar dúvidas relacionadas ao cultivo de plantas, participar da Campanha Permanente de Incentivo à Arborização e, no Parque Ibirapuera, ainda é possível se inscrever em diversos cursos na Escola de Jardinagem no Prédio da Administração do parque!



A Campanha Permanente de Incentivo à Arborização consiste em um programa que realiza a doação de mudas aos munícipes, com o propósito de arborizar suas calçadas ou suas propriedades dentro da Capital Paulista. A lista dos parques e viveiros que participam da campanha está linkado no final do post.



A Escola Municipal de Jardinagem oferece quatro diferentes cursos para você que deseja aprender ou aprimorar técnicas de jardinagem, aprender como fazer uma horta (aposto que já são experts, não é?), descobrir os segredos das orquídeas e conhecer mais sobre recursos paisagísticos. Para saber mais sobre disponibilidade de vagas é necessário comparecer ao Parque do Ibirapuera.



Agora, só falta saber como chegar aos parques, não é mesmo? Então..


Parque Ibirapuera:

Para pedestres:
- Avenida IV Centenário, portões: 05, 06 e 07A;
- Avenida Pedro Álvares Cabral, portões: 02, 03, 04, 09 e 10;
- Avenida República do Líbano, portões: 07, 08 e 09A.

Para veículos:
- Av. Pedro Álvares Cabral – Portões: 03 (cartão zona azul) e 10 (somente veículos credenciados).
- Av. República do Líbano – Portão 07 (cartão zona azul).

Horário dos portões:
- Portões: 02, 03, 05 e 10, das 05h as 24h.
- Portões: 04, 06 e 09, das 05h as 22h.
- Portões: 07, 08 e 09A, das 06h00 as 20h.
- Portão: 07A, das 07h as 17h.

Parque do Carmo:

Para pedestres:
- Av. Afonso de Sampaio Souza, nº 951.

Metrô:
- Estação terminal Corinthians - Itaquera

Ônibus:
- 2522-10 – Vila Progresso – Shop. C.L. Aricanduva;
- 3027-10 – Vila Minerva – Shop. Aricanduva;
- 3062-10 – Conj. José Bonifácio – Term. Vila Carrão.


Espero que tenham gostado!
Até a próxima!

Para mais informações:


VIVEIRO MANEQUINHO LOPES



Av. IV Centenário, Portão 7A - Parque Ibirapuera

Tel: 3887-6761
2ª à 6ª feira, das 7 às 16 horas.
Visitas monitoradas: Tel: 5572-1004 (UmaPaz – Aventura Ambiental)


VIVEIRO ARTHUR ETZEL



Av. Afonso de Sampaio Souza nº 951 - Parque do Carmo

Tel: 2742-8833
2ª à 6ª feira, das 7 às 16 horas.

Link Campanha Permanente de Incentivo à Arborização:

Links da Escola de Jardinagem:

Cursos oferecidos:

e-mail da escola de jardinagem:
oficinasjardim@prefeitura.sp.gov.br

Sites do Parque Ibirapuera:

Site do Parque do Carmo:

Site da DEPAVE 2:

domingo, 3 de novembro de 2013

Diário de uma Horta - Horta de Apartamento: Semana V

Oi pessoal!

Chegamos à quinta semana da nossa horta de apartamento!

Aspecto da horta na quinta semana de plantio.

A salsa e a cebolinha plantadas em setembro continuam a se desenvolver bem. Ainda demoraremos um pouquinho para poder utilizar os temperos da nossa horta: segundo as informações do fabricante das sementes, a cebolinha pode ser colhida a partir de 100 dias do plantio, enquanto a salsa lisa, apesar de demorar mais a germinar, pode ser colhida antes, a partir de 55 dias do plantio. O manjericão, por sua vez, somente poderá ser colhido após no mínimo 60 dias do plantio.

                               
Indivíduos de cebolinha plantados em setembro (à esquerda) e plantados em outubro (à direita); Visão mais aproximada das cebolinhas verdes.


Indivíduos de salsa plantados em setembro (à direita) e plantados em outubro (à esquerda); Visão mais aproximada das salsas lisas.

Manjericão plantado em outubro: em 6 dias após o plantio a primeira das sementes germinou.


Tanto as sementes de cebolinha quanto uma das sementes de manjericão plantadas na semana passada saíram da terra. Como esperado, as sementes de salsa não devem sair da terra até pelo menos

A leitura dos dois "diários de horta" que estamos publicando aqui no blog mostra uma diferença bastante notável quando comparamos as duas hortas: o tamanho dos indivíduos plantados. Você consegue imaginar a razão disso?

Para que a planta possa crescer adequadamente, são necessários os seguintes fatores:
- Água
- Sais Minerais
- Luz Solar

O solo que utilizamos para o plantio da nossa horta já havia sido preparado para o cultivo de alimentos, de forma a que não nos preocupamos (ao menos até o momento) em adubar a horta. O fornecimento de água tem sido objeto de grande atenção nossa, sempre com a preocupação de não encharcar o solo.

E a luz solar?
Essa é a grande diferença entre as nossas duas hortas. Enquanto a horta residencial fica no quintal de uma casa, recebendo toda a luz solar (ainda que filtrada por nuvens) emitida no dia, a horta de apartamento recebe essa mesma luminosidade de forma menos intensa, a depender do local onde a jardineira foi colocada. Logo, a nossa horta de apartamento recebeu proporcionalmente menos luz do que a horta do quintal.

Ok, entendi. Mas como isso interfere no crescimento das plantas?
A luz solar é "ingrediente" fundamental para que a planta possa realizar o processo de fotossíntese, por meio do qual produz a matéria orgânica que é utilizada em seu crescimento e na manutenção de seu metabolismo. Parte do mencionado metabolismo é a chamada "respiração celular" por meio do qual a planta utiliza a matéria orgânica para obter energia para realizar suas funções. Definimos em biologia o chamado "ponto de compensação fótico", ou PCF, que representa o momento no qual a taxa de respiração da planta é igual à taxa de fotossíntese realizada pela planta.

Se a planta recebe menos luz do que o necessário para atingir o PCF, ela gastará toda a energia produzida para manter seu metabolismo ativo, e não conseguirá crescer. Logo, é fundamental que ao plantar a horta de apartamento, se esteja bastante atento não apenas à luminosidade do local escolhido para o plantio, mas também às necessidades de cada planta no tocante ao recebimento de luz, uma vez que o PFC não padrão para todas as espécies.

A questão da luminosidade e da demora para atingir resultados "satisfatórios" é uma das razões pelas quais grande parte das pessoas que pretende plantar uma horta de apartamento opta por adquirir mudas já crescidas, não cultivando os indivíduos desde a semente. Mas eu digo e repito: é muito satisfatório poder interagir com a natureza dessa forma, adquirindo conhecimento e tornando a nossa vida um pouco mais verde!

Semana que vem voltamos com mais novidades!

Até mais, pessoal!

sábado, 2 de novembro de 2013

Horta de Condomínio 

Oi pessoal!

Hoje nós gostaríamos de apresentar uma alternativa a quem gosta muito da ideia de uma horta de apartamento mas não tem tempo ou espaço suficientes para isso... uma horta de condomínio!


Horta no jardim.

O condomínio no qual eu moro separou uma parte do jardim para o plantio de uma horta comunitária, a qual é mantida pelos funcionários que cuidam do nosso jardim. A área na qual a horta foi plantada recebe bastante luz solar, o que, como já vimos em posts anteriores, pode limitar as possíveis espécies a serem cultivadas.

A horta foi plantada não a partir de sementes (como as nossas hortas residenciais), mas sim a partir de mudas já crescidas. Isso possibilita que a horta seja utilizada mais rapidamente, uma vez que a ideia é que os moradores desçam e colham temperos diretamente da horta (como nós já fizemos essa semana).

As espécies plantadas na horta comunitária são: cebolinha, hortelã, pimenta, salsa, arruda, alecrim, manjericão e coentro.

Pimenta e arruda.

 Hortelã, alecrim (pouco visível) e manjericão.

Coentro, cebolinha e salsa.

Que tal fazer uma horta dessas no seu condomínio?

Converse com seus vizinhos, torne o cinza mais verde!!!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Terrário: Uma opção prática de minijardim


     Nesta altura do andamento dos nossos diários, vocês devem ter percebido que uma horta é um amontoado de pequenos seres verdes muito carentes de atenção. Sim! É muito prazeroso cuidar desses seres fotossintetizantes, mas vamos combinar que uma hortinha só é viável se você tem tempo para cuidar dela.

     Então, trago hoje uma ideia para você que, como eu, encurta o banho para dormir mais: um terrário!

Terrários



     Terrário é um minijardim montado dentro de um aquário, ou qualquer outro recipiente de vidro. Para montá-lo, tudo o que você precisa é de alguns materiais e criatividade. É possível personalizar o seu próprio terrário ao incluir nele alguns bonequinhos e deixá-lo com a cara de uma floresta um miniatura!
    A seguir, um passo-a-passo de como montar o seu:



1. Escolha um recipiente de vidro não muito fino, com no máximo 40 cm de diâmetro. Recipientes maiores podem ficar muito pesados e acabar quebrando.
2. Faça uma camada de pedras de rio ou de pedrinhas de argila. Por cima, coloque uma camada de casquinha de pinho, terra vegetal e húmus de minhoca. A importância da camada de pedras é que assim a terra não ficaria encharcada
3. Plante algumas espécies de suculentas na terra e, use um pouco de musgo e pedras para decorar. Se quiser, coloque também miniaturas de bonequinhos. Regue a cada 15 dias ou sempre que achar que a terra está muito seca. 

+ ideias + inspiração

http://talentospedagogicos.blogspot.com.br/2012/10/como-fazer-um-terrario.html

http://rockntech.com.br/tag/star-wars/page/22/E aí, bateu aquela vontade de fazer o seu? "Mãos na terra!"  ba tum tss


Quero saber mais!

  • Um passo-a-passo ilustrado, com direito a indicação de locais para compra dos materiais:
http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2013/08/1331194-jardim-da-moda-terrario-tem-plantas-dentro-de-vidro-e-dispensa-cuidado.shtml
  • O quão enriquecedor  pode ser usar um terrário em sala de aula:
http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/terrario-pedaco-natureza-426134.shtml